Há vários projetos de inovação tecnológica do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentável do Produto que procuram responder à pandemia do novo coronavírus. Sabe mais sobre este centro tecnológico do Politécnico de Leiria.

No dia 2 de abril, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, deslocou-se à zona industrial da Marinha Grande. O objetivo foi visitar o Centro de Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto (CDRSP) do Politécnico de Leiria, onde se realizam, neste momento, vários projetos de inovação tecnológica para o combate ao surto da Covid-19.

"O esforço e a mobilização do Politécnico de Leiria para vencermos esta crise e alavancar a atividade económica e social é muito importante", destacou o ministro, durante a visita que lhe deu a conhecer três projetos diferentes: a impressão 3D de viseiras de proteção, a conceção de um protótipo de um ventilador e o desenvolvimento de um escudo protetor para utilização em cirurgia.

 

Resumo da visita do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, ao CDRSP
Fonte: Canal de YouTube do Politécnico de Leiria

 

Estes projetos do CDRSP incluem aquela que é uma das marcas da atividade desta estrutura e do próprio Politécnico de Leiria: a colaboração estreita com as empresas da região. Os projetos aqui desenvolvidos por investigadores do Politécnico de Leiria contribuem para a missão de "desenvolvimento de novos produtos, materiais e processos que sejam mais eficazes e eficientes", explica o CDRSP, no seu site. Desta forma, é possível "gerar mais-valia para a indústria".

 

Imprimir o futuro

Durante uma visita da Forum Estudante a este centro de investigação, em 2019, o diretor do CDRSP, Nuno Alves, explicava que as principais áreas de atuação são "a impressão 3D aplicada à Aeronáutica, às Ciências Biomédicas e a diferentes setores da indústria, nomeadamente os mais característicos da região – os plásticos e moldes”. É este conhecimento tecnológico que está a agora a ser mobilizado, no combate à pandemia de Covid-19.

 

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Ao longo dos corredores e salas que compõem o edifício do CDRSP, inaugurado, em 2016, pelo primeiro-ministro António Costa, é possível encontrar tecnologia topo de gama, colocada ao serviço da indústria e da sociedade. Se numa sala encontramos as técnicas mais avançadas de modelação 3D, na próxima encontramos uma oficina dedicada à impressão de próteses únicas que poderão fazer a diferença na vida de milhões de pessoas.

O impacto do trabalho do CDRSP já é visível. Ao longo dos últimos dias, o Politécnico de Leiria tem distribuído milhares de viseiras de proteção por instituições da região, com o objetivo de auxiliar o trabalho de profissionais de sáude, bombeiros e forças de segurança, por exemplo. De igual forma, no seu site, o CDRSP disponibiliza para download o ficheiro do modelo 3D para impressão deste material de proteção. 


«Tenho a certeza de que, um dia, vamos conseguir imprimir um coração»
Nuno Alves, Diretor do CDRSP


A tecnologia aqui desenvolvida, explicava Nuno Alves, serve para optimizar processos produtivos, “trazendo por isso uma mais-valia” para todos. E, falando do futuro, as possibilidades terminam onde termina a imaginação. A impressão de comida ou de órgãos são alguns dos exemplos, realçava Nuno Alves, já no final da visita, antes de concluir: “Tenho a certeza de que, um dia, vamos conseguir imprimir um coração”.